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Wilson Santos rebate acusações e diz que delator "deve ter fumado maconha estragada"
janeiro 15, 2016 Destaques

Ex-prefeito de Cuiabá e atual deputado estadual, Wilson Santos (PSDB) classificou como “irresponsável” e “leviana” a denúncia feita pelo empresário Robinson Todeschini, dono da empresa Constil Construções e Terraplanagens. Para o tucano, o denunciante deve ter “fumado maconha estragada”.

Todeschini relatou à Polícia Federal que Santos e seu sucessor, Chico Galindo (PTB), teriam feito um acordo para aumentar o valor de notas fiscais de medições realizadas pela empresa Constil para a execução de obras do Programa Poeira Zero. Parte do valor seria retornado aos ex-prefeitos de Cuiabá.

“Acho muito bom o Ministério Público investigar essa denúncia. O órgão tem o meu apoio total e eu estou à disposição da Justiça para esclarecer essa denúncia irresponsável e leviana de um programa que sequer existiu na minha gestão”, disse.

Santos completa dizendo que o Programa Poeira Zero foi lançado por Galindo quase dois anos depois que ele saiu a prefeitura. “Se eu não estiver equivocado, o programa foi lançado em janeiro de 2012 e eu deixei o cargo em março de 2010”.

“Não é a primeira que sou alvo desse tipo de acusação. Em 1998 vivi isso, uma acusação pública à minha pessoa e eu fui à Justiça, como irei agora”, disse o deputado reafirmando que o denunciante “deve ter fumado maconha estragada” para fazer essas acusações.

Sobre a atuação do Ministério Público Estadual (MPE), Wilson Santos diz que não acredita que o aumento de inquéritos abertos pelo órgão para investigar deputados estaduais seja uma resposta à Casa por causa da instauração da CPI que investigará a emissão das Cartas de Crédito.

“O MPE está correto, essa é função dele, fiscalizar, fazer o cumprimento das leis. Ele está corretíssimo”, finalizou.

DENÚNCIA

Todeschini informou à Polícia Federal que, no período de 2006 a 2011 (especialmente em 2008), ele e sua família “constataram que João Carlos Simoni (ex-dono da Constil) estava ficando muito rico e a empresa não gerava lucros, apesar da empresa estar ativa, faturando R$ 100 milhões ao ano”.

O empresário disse ainda que verificou que foram retirados cerca de R$ 3 milhões, por meio de cheques administrativos endossados pelo seu sócio Bruno Simoni, que teriam sido depositados em contas-correntes de outras empresas com o objetivo de fazer o dinheiro circular antes de chegar nas mãos de terceiros indicados por Santos e Galindo.

Ainda de acordo com o depoimento prestado à Polícia Federal, Todeschini conta que Simoni teria feito um acordo com Santos para aumentar os valores de notas ficais emitidas pela Constil. As medições fraudadas seriam realizadas em trechos cujas obras foram executadas pela própria Prefeitura de Cuiabá.

O acordo teria sido realizado com o vice-prefeito Chico Galindo, quando este assumiu o comando do município. Ainda assim, a fraude contaria com o aval de Wilson Santos.

Fonte: hiper noticias

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