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Após ser solto, Éder está com esposa e filhos em Cuiabá
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Após ser solto, Éder está com esposa e filhos em Cuiabá

by newsmtagosto 11, 2014

A decisão favorável pela revogação da prisão do ex-secretário de Governo Éder Moraes, também incluiu a liberação do réu para manter contato com a esposa Laura Tereza da Costa Dias. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, no entanto, manteve a proibição quanto aos demais 22 investigados.

Éder vai para sua residência e ficará com sua família, localizada no Condomínio Florais dos Lagos, em Cuiabá. Seu passaporte ficou retido no Supremo Tribunal Federal (STF), ficando o réu impedido de deixar o país, ou de manter qualquer tipo de viagem.

“O ministro revogou a proibição em relação a mulher. Ele vai ficar com a família. E agora continua respondendo ao processo, apenas conseguiu a liberdade. Na semana que vem recomeçam os interrogatórios”, disse Lessa.

Éder é acusado de operar um esquema de lavagem de dinheiro no Estado que teria onerado os cofres públicos em mais de R$ 500 bilhões, durante dos governos Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB). Ele estava preso desde o dia 20 de maio, quando foi deflagrada a quinta fase da Operação Ararath.

O advogado afirmou, neste sábado (9),  que o ministro acatou os argumentos da defesa que questionavam a real necessidade de apenas Éder permanecer preso, mesmo antes do julgamento. Segundo Lessa, o ex-secretário não oferece risco as investigações, uma vez que possui residência fixa e não exerce mais cargo público.

“Porque só ele preso, num universo de tanta gente? A instrução já está encerrada, ele está com passaporte no Supremo, tem residência fixa, não tem cargo público que posa influenciar ninguém e a empresa que ele tinha, não tem mais. Então, qual a razão de mantê-lo preso nessa situação. Seria uma antecipação de pena antes do julgamento?”.

Paulo Lessa deu o tom do estado emocional de Éder. De acordo com o advogado de defesa, o ex-secretário passou a ser considerado um “leproso” pela sociedade após ficar 81 dias preso. Esta semana ele também declarou que seu cliente pode estar sendo usado como bode expiatório, e que outras pessoas citadas no inquérito deveriam estar presas no lugar do ex-secretário.

“Hoje ele é praticamente considerado um leproso. É uma força de expressão, porque quando a pessoa entra numa situação dessa todo mundo foge”. Lessa disse que Éder deve conceder uma coletiva de imprensa nos próximos dias.

Depois de Éder, na próxima sexta-feira deverão ser ouvidos outros dois réus: a esposa dele, Laura Tereza da Costa Dias, e o superintendente regional do BicBanco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol.

Fonte: Rádio Tangará

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