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Bebê achado em avenida estava morto há 12 horas, diz Polícia
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Bebê achado em avenida estava morto há 12 horas, diz Polícia

by newsmtjaneiro 16, 2015

A Polícia Judiciária Civil informou, nesta sexta-feira (16), por meio da assessoria de imprensa, que o bebê encontrado na Avenida Miguel Sutil, próximo ao Circulo Militar, em Cuiabá, na noite de quinta-feira (15), estava morto há pelo menos 12 horas, e não foi arremessado de um veículo.

Exame do corpo da criança, realizado na manhã de hoje, na Coordenadoria de Medicina Legal, atestou que a morte não se deu por causa traumática, e sim por anoxia neonatal (ausência de oxigênio nas células do recém-nascido).

A Polícia também descartou que um casal que estava em uma caminhonete Toyota, modelo Hilux, esteja envolvido no caso.

A princípio, a informação que chegou à Polícia era de que o bebê teria sido jogado de dentro de um veículo.

A ocorrência foi atendida pela equipe do delegado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), André Renato Gonçalves, que apurou que uma mulher estaria “impaciente”, ao lado de uma caminhonete e perto do corpo.

A Polícia checou e descobriu que a caminhonete Hilux preta parou no local e a mulher que acompanhava o condutor ficou emocionada ao ver o bebê no asfalto.

A família é de Tangará da Serra (239 km a Noroeste de Cuiabá).

“O dono do veículo teria ido ao supermercado Extra para comprar um celular. Ele já prestou esclarecimentos na Delegacia de Homicídios e, aparentemente, não tem nenhuma ligação com o fato”, disse a delegada Anaíde Barros.

Nove meses

Segundo o Instituto de Medicina Legal (IML), a criança nasceu saudável, sem má formação e estava com nove meses de gestação, pesando 3 quilos e 100 gramas, com 54 centímetros.

O laudo aponta ainda que a mãe iniciou o trabalho de parto com a criança em vida e que o bebê nasceu morto, por anoxia neonatal.

Ainda de acordo com o IML, quando foi encontrado, o bebê tinha 12 horas de morte.

Por conta desse resultado, o caso será encaminhado à Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), que dará continuidade nas investigações para localizar a mãe.

A Polícia Civil realiza diligências para identificar imagens de câmeras de segurança na localidade, para chegar à pessoa que deixou a criança no meio do asfalto.

Acontecenewsmt com Mídia News

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