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Chuva de meteoros sobre a Terra acontece entre hoje e quarta
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Chuva de meteoros sobre a Terra acontece entre hoje e quarta

by newsmtagosto 11, 2014

A anual chuva de meteoros Perseidas, conhecida popularmente como “Lágrimas de San Lorenzo”, acontecerá de novo em 2014, com pico entre os dias 12 e 13 de agosto, inciando hoje, 11 de agosto, após o episódio da superlua, que presentou os pais em seu domingo, ontem. A taxa média de meteoros por hora será de 15, com pico de até 100 meteoros, e seu radiante está na constelação de Perseu.

Recentemente vista na Terra, as Perseidas são uma prolífica chuva de meteoros associada ao cometa Swift-Tuttle. São assim denominadas devido ao ponto do céu de onde parecem vir, o radiante, localizado na constelação de Perseus.

Os meteoros são pequenos corpos celestes que se deslocam no espaço e entram na atmosfera da Terra, queimando parcial ou totalmente devido ao atrito com a atmosfera terrestre e ao contato com o oxigênio. Este fenômeno deixa um risco luminoso no céu, que é popularmente chamado de “estrela cadente”. As chuvas de meteoros não representam riscos para a Terra e acontecem em praticamente todos os meses, algumas com mais intensidade e ampla visibilidade.

NO BRASIL – Antes da Perseidas, aconteceu chuva de meteoros Delta Aquarídeas, no final de julho, onde o fenômeno pôde ser visto em todo Brasil. Como o nome indica, ela parece ter origem, o chamado radiante, próxima da estrela delta da constelação de Aquário, batizada Skat, que no Rio de Janeiro surgiu no horizonte Leste por volta das 20h de filou visível durante toda a noite.

Além de um céu limpo, com poucas ou sem nuvens, para melhor observar o fenômeno é aconselhável se afastar das luzes das cidades e procurar um lugar escuro, como um sítio, fazenda ou mesmo uma estrada pouco movimentada. As Delta Aquarídeas exibiram cerca de 20 “estrelas cadentes” por hora.

As chuvas de meteoros são produzidas pela passagem da Terra por trilhas de detritos e poeira deixadas por objetos, em geral cometas, que cruzam a sua órbita em torno do Sol. No caso das Delta Aquarídeas, porém, os astrônomos ainda não conseguiram identificar definitivamente qual seria este objeto. As principais suspeitas recaem sobre o cometa 96P Machholz. Descoberto em 1986 pelo astrônomo amador americano Donald Machholz, o 96P Machholz é um chamado cometa de curto período, com uma órbita que o leva pouco além de Júpiter em seu afélio, isto é, ponto de maior distância do Sol, e o traz para mais perto que Mercúrio na maior aproximação de nossa estrela, o periélio, a cada cinco anos aproximadamente.

O auge das Delta Aquarídeas se segue ao pico de outra chuva de meteoros menor, as Alfa Capricornídeas, registrado no último sábado e também ainda visível no Brasil. Embora exiba apenas cerca de cinco “estrelas cadentes” por hora em seu máximo, as Alfa Capricornídeas produzem alguns dos maiores e mais brilhantes meteoros de todas as principais chuvas vistas no planeta, que se acredita serem fruto da quebra de metade do cometa 169P/NEAT há cerca de 5 mil anos. A maior parte dos detritos deste evento, no entanto, só deverá cruzar a órbita da Terra daqui a 300 anos. Assim, os cientistas esperam que as Alfa Capricornídeas se tornem a principal e mais prolífica chuva de meteoros no planeta entre 2220 e 2420

O pico das Delta Aquarídeas também precede o auge de uma das mais famosas e aguardadas chuvas de meteoros do ano, as Perseidas. Melhor observada no Hemisfério Norte, que está no verão, e apenas nas latitudes mais ao Norte do Brasil, as Perseidas deverão exibir até cem “estrelas cadentes” por hora este ano no seu auge, previsto para a noite de 12 para 13 de agosto. Este ano, porém, a visão dos meteoros das Perseidas será atrapalhada por uma brilhante Lua cheia que também será a maior “superlua” de 2014. Este fenômeno é registrado quando a Lua atinge sua fase nova ou cheia próxima do perigeu, ponto em que está mais perto da Terra. Nestas ocasiões, sua circunferência parece 10% a 15% maior do que a vista no fenômeno inverso, a “microlua”, na qual a entrada da Lua nas fases cheia ou nova coincide com o apogeu, ponto em que está mais afastada do planeta.

Fonte: Marina Marques/Guia da Semana e O Globo com Rádio Tangará

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