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Contra gasto, prefeitura de MT altera jornada e prevê reduzir R$ 2 milhões
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Contra gasto, prefeitura de MT altera jornada e prevê reduzir R$ 2 milhões

by newsmtsetembro 16, 2015

Jornada dos servidores passou ser das 12h às 18h, em Sinop (MT).
Prefeita busca reduzir gastos para garantir os salários dos servidores.

Na tentativa de reduzir gastos, a Prefeitura de Sinop, cidade localizada na Região Norte de Mato Grosso e a 503 km de Cuiabá, alterou a jornada de trabalho dos quase 3,3 mil servidores municipais. Ao invés das oito horas diárias, os servidores cumprem jornada única de seis horas e, segundo a prefeita Rosana Martinelli (PSB), a previsão é gerar uma economia de R$ 2 milhões na receita do município.

“O principal objetivo é conter as despesas diante do cenário nacional e isso nos geraria uma redução de 25% nos gastos da administração municipal se comparado ao último ano”, avaliou a prefeita ao considerar que, em 2014, a prefeitura desembolsou mais de R$ 6 milhões com materiais de expediente e na despesa geral.

A medida começou a vigorar na última sexta-feira (11) com intuito de minimizar os efeitos da crise econômica na prefeitura. Dessa forma, a carga horária passou a ser a partir das 12h até as 18h, e, não mais, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30. Apesar da redução da jornada a prefeita frisa que não haverá alteração na folha de pagamento dos servidores.

Não serão incluídos neste novo horário os setores de obras, assistência social e segurança, bem como os serviços de cemitério e na área da Saúde, como urgência e de transporte de pacientes. Os postos de saúde e os hospitais também vão atender à população normalmente.

Matinelli diz que entre o mês de março e agosto uma equipe técnica do controle interno da Secretaria de Finanças  elaborou estudos e apontou em relatórios a economia na despesa com a mudança na carga horária. Além disso, frisa que atende uma recomendação da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) que alerta sobre a queda na arrecadação e pede para que as prefeituras busquem garantir o equilíbrio das contas para pagamento de salários dos servidores e continuidade de programas de proteção social.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, disse que há anos os municípios enfrentam dificuldades, que só agravaram com o cenário nacional de crise que afeta as mais de cinco mil cidades brasileiras. “O momento é delicado e é preciso cortar gastos para fechar as contas, sob pena de um iminente colapso financeiro, que poderá afetar ainda mais a população”, assinalou.

Fonte: Do G1 MT

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