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CONTRAVAPOR: Riva aponta “acordos” e diz que MPE vai governar Mato Grosso
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CONTRAVAPOR: Riva aponta “acordos” e diz que MPE vai governar Mato Grosso

by newsmtdezembro 22, 2014

Deputado colocou em suspeição, por exemplo, a nomeação de dois promotores para ocupar secretarias na gestão de Taques

O deputado estadual José Riva (PSD) acredita que o Ministério Público Estadual irá interferir diretamente na gestão do governador eleito Pedro Taques (PDT).

“Quero daqui a quatro anos conversar com a população para saber como está esse Estado. Torço para que o Pedro Taques seja um bom governador, mas eu fico preocupado, quando eu vejo, por exemplo, um órgão fiscalizador, um Ministério Público entrar para o governo”, afirmou Riva.

As declarações foram dadas por ele na manhã desta quinta-feira (18), em entrevista ao programa Chamada Geral, da Rádio Mega FM.

“Torço para que o Pedro Taques seja um bom governador, mas eu fico preocupado, quando eu vejo, por exemplo, um órgão fiscalizador, um ministério público entrar para o governo”

Ele questiona ainda, se o Ministério Público irá fiscalizar a gestão de Taques com total imparcialidade.

“Será que vai ter independência, autonomia, para fiscalizar as ações do governo com promotores lá ocupando secretarias no Governo? Eu não sei e tenho dúvidas. Eu acho que se quiser ter isenção, os promotores não poderiam estar lá dentro do Governo”, disse o deputado.

O parlamentar referiu-se a nomeação dos promotores de Justiça, Mauro Zaque e Ana Luiza Ávila Peterlini para ocupar as secretarias de Segurança Pública e Meio Ambiente, respectivamente, na gestão de Taques.

Ao ser questionado se a nomeação dos promotores não seria uma forma de mostrar a sociedade que o Ministério Público estará presente no Governo, Riva disse que não e afirmou que isto estaria acontecendo por conta de “acordos” anteriores, supostamente firmados entre Taques e a instituição.

“Isso são os acordos feitos. Eu acho o seguinte, vão ser os quatro anos de Governo, provavelmente do Ministério Público”, afirmou o parlamentar.

“Perseguição implacável”

Durante a entrevista, Riva voltou a afirmar que sofre uma “perseguição implacável” do Ministério Público.

“O deputado José Riva foi o que mais garantiu avanços para o Ministério Público, esse mesmo Ministério Público que me persegue implacavelmente”, disse ele.

“Pra você ter ideia, a notificação que foram fazer lá na Assembleia, desse caso do TCE, o promotor teve a cara de pau de ir lá à Assembleia, com oficial a tira colo, abrir a minha sala, olhar dentro do gabinete da presidência pra ver se eu estava lá”, citou ele.

Riva alegou ainda, que se a decisão fosse favorável a ele, os promotores não iriam agir com tanta celeridade.

“Eu quero ver se esse promotor faria o mesmo pra notificar de volta uma decisão favorável ao deputado Riva. Então, essa é a Justiça, esse é o Ministério Público, tem tantos casos que eles poderiam se envolver. Aliás, quero dizer a população, que nesses dias vocês não fiquem preocupados com ação do Ministério Público, porque eles estão 100% ocupados com o caso Janete Riva”, afirmou o deputado.

“Será que vai ter independência, autonomia, para fiscalizar as ações do governo com promotores lá ocupando secretarias no Governo”

“Indicação cumpriu ritos legais”

O parlamentar também aproveitou a ocasião para sair em defesa de sua esposa, a ex-secretária Janete Riva (PSD) e alegou que, pela “primeira vez na história”, a Assembleia Legislativa cumpriu os requisitos legais para a indicação de um conselheiro do Tribunal de Contas.

“Pela primeira vez a AL está fazendo uma indicação dentro dos ritos legais, porque em outros momentos, chegava à Assembleia hoje, deputados indicavam, amanhã sabatinava, aprovava, mandava pro governador, em três dias estava nomeado, conselheiro já tomava posse. Dessa vez, abrimos todo o procedimento, recebemos a notificação, o Colégio de Líderes se reuniu, decidiu o que receber, indicou e publicou”, defendeu ele.

Riva também reafirmou que Janete Riva tem um histórico de 17 anos na vida pública e que os cargos que ela ocupou a credenciam para ocupar a vaga de conselheira no TCE.

“Fico encabulado quando dizem que uma pessoa que foi secretária de Ação Social de uma prefeitura, secretária de Estado de Cultura, presidente do Instituto de Seguridade da Assembleia, secretária de Recursos Humanos, secretária de Patrimônio da Assembleia, Coordenadora da Sala da Mulher, não tem notório conhecimento jurídico, contábil e econômico para ocupar a vaga”, questionou ele.

Fonte: CAMILA RIBEIRO

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