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DELAÇÃO DE "DÓIA": Silval e assessor podem ser alvos de operação no Detran-MT
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DELAÇÃO DE "DÓIA": Silval e assessor podem ser alvos de operação no Detran-MT

by newsmtoutubro 26, 2015

Ministério Público Estadual e Polícia Civil investigam suposto “propinoduto” na autarquia

Com base na delação premiada do ex-presidente do Detran-MT, Teodoro Lopes, o Dóia, o Ministério Público Estadual (MPE) e a Polícia Civil devem deflagrar, nas próximas semanas, mais uma operação de combate à corrupção em Mato Grosso.

A expectativa é que empresários, servidores públicos, políticos (e parentes) sejam presos, acusados de participação em um esquema que pode ter drenado milhões de reais dos cofres públicos da autarquia.

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB), dois de seus ex-auxiliares, e um empresário ligado a ele podem ser alguns dos alvos.

Ao Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, do MPE, Dóia teria admitido que, durante sua gestão no Detran-MT, de 2007 a 2012, houve pagamento de propina por meio de contratos de prestação de serviços. Ele próprio teria admitido que foi beneficiado.

Uma das suspeitas é que a empresa EIG Mercados (Antiga FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos Ltda.) tenha sido uma das principais abastecedoras do esquema.

Com faturamento médio de R$ 25 milhões anuais, a empresa, até dezembro de 2014, repassava apenas 10% do valor ao Detran-MT.  Atualmente o contrato continua vigente com o Governo do Estado, mas o percentual de repasse, agora, é de 50%.

Parte dos 90% que a empresa abocanhava, serviria para irrigar um propinoduto que abastecia o Palácio Paiaguás, a Assembleia Legislativa, outros agentes públicos e até campanhas eleitorais.

O dinheiro, segundo apurou a reportagem, geralmente era sacado em uma agência do Banco do Brasil, no Distrito Industrial, em Cuiabá.

Dóia teria acompanhado diversos  saques, na presença de um dos empresários representantes da empresa e, no próprio local, o dinheiro já seria rateado em três partes: uma para ele, outra para um emissário do Governo do Estado, outro para a Assembleia.

Os saques teriam chegado à casa dos R$ 800 mil.

Além do suposto esquema com a empresa EIG Mercados Ltda., o ex-presidente Dóia  teria admitido outras operações ilegais, relacionadas à cobrança de lacre de emplacamento.

Pressão e demissão

Aos promotores de Justiça do MPE, entre eles Ana Cristina Bardusco Silva e Roberto Turin, Dóia relatou detalhes das operações e teria dito que sofria pressão permanente, por parte do Palácio Paiaguás e da Assembleia, para aumentar os valores a serem desviados, por meio de propina.

Segundo ele, este teria sido um dos motivos que o levaram a deixar o cargo.

Fonte: Do Midia News

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