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Eder Moraes se diz inocente e que foi vítima de complô
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Eder Moraes se diz inocente e que foi vítima de complô

by newsmtsetembro 12, 2014

Ele falou, mas não explicou muita coisa. Cauteloso, o ex-homem forte dos governos Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), Eder Moraes, que ficou preso por 81 dias por envolvimento na Operação Ararath resolveu abrir o jogo em um canal de TV sobre sua prisão, os momentos na cadeia e a crise que vem passando por ser tachado de corrupto. Mas não disse muita coisa, principalmente os detalhes da operação. Se limitou a ressaltar que é inocente e a garantir que o senador Blairo Maggi é um político extremamente honesto.

 

Depois da prisão e quase dois meses vivendo quase que trancado em sua residência, Eder Moraes aceitou participar do programa Resumo do Dia, do âncora Roberto França. Mas, quem espera ouvir dele revelações bombásticas ficou frustrado. Cauteloso, Eder apenas se limitou a falar dos momentos de agonia que teve na prisão. Se disse injustiçado e assegurou que nunca desviou um único centavo dos cofres públicos.

 

“Durante toda a minha atividade como funcionário público nunca desviei um único centavo. Fui exposto e humilhado, e sempre fui um homem que ajudou o meu Estado. Como secretário da Fazenda, da Casa Civil, como secretário extraordinário da Copa, presidente do MT Fomento, prestei bons serviços, fiz um trabalho de multiplicação da receita do estado, criei o cartão de crédito e incentivo ao trabalhador e ao servidor do Estado”, se declarou Eder Moraes.

 

Com a relação a operação Ararath ele criticou o que chamou de sohw pirotécnico; “Fizeram um show, entraram em minha casa de arma na mão, levaram documento, induziram um juiz ao erro. Uma montanha de papéis foi entregue a Justiça Federal, com um monte de acusações, que vieram de uma delação premiada “torta”, me acusaram de tudo, que fui operador de um esquema. Que esquema? . Estou trabalhando para derrubar essas acusações. Fui e sou considerado uma pessoa influente no governo e não sou.  Me prenderam por isso, para que eu não interferisse nas investigações”. Eder reclamou muito do tratamento da Polícia Federal e do que teve na Papuda, onde diz passou fome, sede e frio. “Olha, é um lugar sujo, sem ventilação. É uma degradação humana. Pela manhã, apenas um pão desses de hot-dogs, um copinho de toddy. Meio dia, uma refeição que parece uma lavagem. E a noite isso se repete.

 

Eder Moraes defendeu Blairo Maggi, com quem trabalhou como secretário da MT Fomento e posteriormente de Fazenda. “Como poderia estar operando com um banco [BicBanco]. Isso não me cabe nem responder. Não tenho nem senha do banco, e grandes somas são decididas pela alta diretoria, o gerente não tem autonomia, imagina eu. O De Vito [Geraldo] é que está nessa situação. Eu fui eximido de culpa por isso. Os precatórios foi uma maneira de saldar compromissos, emiti dos títulos, 490 milhões de precatórios.

 

Tinha que pagar, pagamos, isso foi operação aberta, sem esconder nada.”   O ex-secretário de Faenda acusou o empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, o Junior Mendonça, delator do esquema que culminou na operação Ararath, de direcionar alvos e afirmou que mais pessoas e empresas estão envolvidas no caso. Segundo ele, a Justiça Federal já tem pleno conhecimento do fato e que apenas ela poderá decidir se investiga ou não estes novos envolvidos. Ele contou também detalhes dos 81 dias em que ficou preso, em Brasília e em Cuiabá.

 

Já do Complexo da Papuda, Eder reclamou da qualidade da refeição, “uma lavagem”, segundo ele, e do fato de ter que ficar 22 horas por dia em um cubículo, sem chuveiro ou vaso sanitário. “São duas as piores coisas que podem acontecer. Passar frio e fome e isso eu passei”. Em Cuiabá, falou da convivência com o ex-deputado federal Pedro Henry. “Ele é uma grande pessoa. Tive o prazer de conviver com ele”.

 

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