Você está lendo:
"Está todo mundo indo para o buraco e o PDT vai junto", diz Viana
0

"Está todo mundo indo para o buraco e o PDT vai junto", diz Viana

by newsmtabril 13, 2016

Presidente estadual do partido disse lamentar a posição da sigla em relação à presidente Dilma Rousseff

O presidente estadual do PDT, deputado estadual Zeca Viana, declarou no Facebook ser favorável ao impeachment, em posição contrária ao voto da bancada federal do partido na comissão, que analisou o impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT) de continuar no cargo, diante do processo das pedaladas fiscais (uso irregular de recursos de bancos públicos como orçamento).

O deputado se disse independente nas suas posturas políticas e enumerou os motivos da decisão. “Eu sou favorável ao impeachment por tudo que sempre defendi na vida pública: transparência, aplicação correta do dinheiro público e defesa do que as pessoas precisam”, disse.

Zeca Viana afirmou ainda não ter visto surpresa na posição da bancada federal do PDT contrária ao impeachment. E completou: “Como sempre mantive posição de independência, lamento muito a posição da bancada do PDT nacional”, justificou.

Ao MidiaNews, Zeca Viana afirmou que é costume dos partidos da base aliada “só abandonarem o barco quando ele já está afundando”, afirmou.

“Eu já conversei com o Carlos Luppi [presidente nacional do PDT] sobre isso, que nós, aqui de Mato Grosso, estamos preocupados com essa posição do partido. Eu disse a ele que a Dilma não tem mais condições de articular uma saída para o país. Está todo mundo indo para o buraco e o PDT vai junto”, disse o deputado.

Viana afirma que tomou o posicionamento porque em sua vida pessoal e política “sempre teve postura e opinião”. Ele conclamou que o “atual momento político está insustentável e é preciso que os políticos se posicionem”.

Segundo ele, a presidente Dilma não tem condições políticas de restaurar a confiança dos investidores no Brasil. “Enquanto ela estiver lá, não tem jeito. O agronegócio já está sofrendo com isso. Os bancos retêm o dinheiro e não emprestam mais para ninguém e o produtor não tem como investir. E isso é na indústria, no comércio, em todos os setores. A Dilma faria um ato de grandeza se renunciasse”.

“Confiança da nacional”

Segundo Zeca Viana, o PDT tem “certa independência” do diretório nacional – e a prova disso foi a candidatura de Pedro Taques (PSDB) ao Senado, quando ele ainda cogitava se filiar ao PDT e fazia oposição aberta ao Governo Dilma.

“Se nós não tivéssemos essa certa independência, essa confiança da nacional, Pedro Taques não seria senador e nem seria governador. Quando falávamos em filiar o Pedro no PDT, houve pressão contrária do Blairo Maggi (PR), do Carlos Abicalil (ex-deputado do PT) e até do Lula, mas o Luppi deu a palavra que iria nos apoiar e cumpriu”, disse Viana.

“Em 2014 foi a mesma coisa. Mato Grosso foi um dos dois Estados, apenas, que o PDT nacional liberou para se coligar a partidos contrários ao PMDB e PT”.

Com Midia News

About The Author
newsmt