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Estudantes de Direito conhecem atribuições e equipamentos da Politec
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Estudantes de Direito conhecem atribuições e equipamentos da Politec

by Radio Tangaránovembro 25, 2016

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Cerca de 200 acadêmicos de Direito da Universidade de Cuiabá (UNIC) conheceram um pouco sobre o universo da perícia e suas atribuições dentro do Processo Penal e no âmbito da Segurança Pública, na noite desta quarta-feira (23.11).

No auditório da instituição, os estudantes se depararam com uma cena de crime fictícia com duas vítimas fatais na sala de uma residência. Personagens interpretados pelos peritos e estudantes representaram as forças de Segurança Pública e simularam as atribuições e procedimentos das policias Civil e Militar no local de crime, antes do acionamento da perícia criminal.

Na simulação, um jovem que era filho das vítimas, havia sido preso como principal suspeito do crime, apontado pelas testemunhas. Elementos como a presença de sangue na vestimenta, o porte de drogas e a apreensão do celular foram os primeiros vestígios coletados para a análise. Um computador roubado também indicou a hipótese inicial de latrocínio.

Ao adentrar na cena do crime, três peritos criminais iniciaram a cadeia de custódia, isolando o local para que não houvesse interferência nas provas. Todos os elementos coletados foram lacrados e encaminhados às seções de perícia responsáveis pelas análises. Uma alíquota do suposto entorpecente apreendido, já confirmado em análise preliminar, foi coletado para o exame definitivo. Os possíveis vestígios de pólvora na mão do suspeito foram coletados, e o teste de sangue humano realizado para comprovar a presença do vestígio biológico nas vestimentas.

O exame perinecroscópico feito nos cadáveres levaram a importantes indícios para inferência da dinâmica do crime, como as posições das vítimas, suas características físicas e os tipos das lesões e marcas de violência das vestimentas. No decorrer da perícia, e após os resultados dos exames de DNA, o principal suspeito que havia sido preso é inocentado, ao ser descartada a sua participação no crime.

No decorrer da perícia, um preservativo com o DNA de outra pessoa, impressões digitais nos copos, mancha de sangue foram as principais provas que indicavam outros suspeitos dos crimes. Um deles seria amante da mulher e o outro, o seu marido morto.

Os peritos apresentaram os resultados de exames complementares da Politec, que ligavam à participação do principal suspeito com o crime e confirmaram a hipótese de duplo homicídio. Ao mesmo tempo, foram apresentadas noções sobre exames de DNA, Balística e Papiloscopia.

Com o auxílio do Laser Scanner 3D, os peritos fizeram o mapeamento do local, para a elaboração do croqui para análise mais detalhada do local e dos vestígios. “O objetivo desta simulação é mostrar a importância da prova pericial do contexto jurídico, e de como ela é produzida para a materialização do crime, através do trabalho da Politec. Como é feito, o porquê demanda tempo e dedicação dos profissionais”, enfatizou o perito Eguiberto Bernardes.

Equipamentos e materiais utilizados pelos peritos e papiloscopistas ficaram expostos como luzes forenses, reagentes e pincéis para revelação das impressões digitais, reagentes para identificação de drogas, maletas periciais entre outros itens.

A estudante do 8º semestre de Direito, Jackeline Lima Venâncio acompanhou a simulação e achou interessante conhecer mais sobre a Politec. “Várias coisas mostradas aqui achei que só existiam em filmes e fiquei surpresa ao saber que a Politec as possui, e que essas tecnologias são uma realidade no nosso Estado. Pude compreender a importância da Politec para a Justiça, e conhecer também a função de cada órgão de segurança pública dentro do contexto criminal”, afirmou.

A participação da Politec envolveu doze servidores entre técnicos e peritos criminais e fez parte da programação do I Simpósio de Direito realizada pelos acadêmicos da Faculdade. “Assim que idealizamos este evento pensamos de imediato em convidar a Politec, devido à relevância da prova material da disciplina de Direito Processual Penal, e também devido à empatia e curiosidade das pessoas sobre o trabalho da perícia criminal”, disse a estudante Bruna Nascimento de Souza, uma das organizadoras do Simpósio.

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