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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Robôs aprendem a jogar futebol
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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Robôs aprendem a jogar futebol

by Radio Tangaráoutubro 24, 2017

Um projeto desenvolvido pela Universidade de Campinas (Unicamp), junto com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), tem feito com que robôs aprendam a jogar futebol. Eles são estimulados a aprender a enxergar as coisas, a andar, chutar, retransmitindo esses comportamentos e aperfeiçoando-os por meio de algoritmos. Quem dá mais detalhes é o especialista em inteligência artificial, Frank Ned Santa Cruz.

“Você tem o desafio da estrutura anatômica do robô, para fazer o movimento, que é um desafio da robótica, mas você também tem o desafio do processo de aprendizagem. Isto está fortemente vinculado a inteligência artificial e aos algoritmos. O processo de aprendizagem, tradicionalmente, dentro da inteligência artificial seguem duas linhas: você tem o processo de aprendizagem supervisionado e o processo não supervisionado.”

Frank Ned Santa Cruz explica qual é a diferença entre estes dois processos.

“O processo não supervisionado é como se fosse uma criança aprendendo. Você solta o robô, que dentro dele está embarcado um algoritmo computacional e ele, por experiências e erro, vai aprendendo a se comportar no ambiente. Experiências, erros e observação. Já o modelo supervisionado, você previamente carrega nos algoritmos uma base de conhecimento. A partir desta base de conhecimento, o algoritmo vai gerando novos conhecimentos.”

Segundo o especialista em inteligência artificial, estas técnicas experimentadas e estudadas dentro desse contexto poderão ser transferidas para outras áreas.

“Você pode ter robôs cuidadores. você deixa uma criança, por exemplo, no quintal, e o robô fica ali observando, vendo se esta criança não está se colocando em uma situação de risco. Por exemplo, ficando muito próximo da borda de uma piscina e de repente até mesmo interagindo para afastar a criança, emitindo um alerta, pedindo para que ela se afaste, acionando os pais. Ou robôs cuidadores de idosos, por exemplo, o idoso está em uma cama, em uma situação debilitada, o robô está ali acompanhando, monitorando as informações vitais e acionando outras pessoas para poder tomar alguma atitude.”

Hoje em dia, muitos robôs são usados para finalizar procedimentos cirúrgicos ou agilizar processos em fábricas. De acordo com a RoboCup, uma iniciativa científica internacional que atualmente envolve mais de 300 grupos de pesquisa ativos em todo o mundo, em 2050, um time de robôs humanoides, totalmente autônomos, vai enfrentar a equipe humana campeã da Copa do Mundo de 2050.

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