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ITANHANGÁ: Polícia Federal monta força-tarefa para investigar ameaças
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ITANHANGÁ: Polícia Federal monta força-tarefa para investigar ameaças

by newsmtdezembro 10, 2014

Ameaças tiveram início após soltura de presos, determinada pelo Tribunal Regional Federal

A Polícia Federal irá montar uma força-tarefa para investigar as ameaças de mortes feitas contra o delegado Hércules Sodré, o juiz federal de Diamantino, Fábio Fiorenza, e a procuradora da República, Ludmila Bortoleto Monteiro, no último fim de semana, bem como a três testemunhas, na semana passada.

O trio atua nas ações relacionadas à operação “Terra Prometida”, deflagrada no dia 27 de novembro para desarticular um grupo de produtores rurais que atuavam na compra, venda e exploração ilegal de lotes do Projeto de Assentamento de Itanhangá (458 km ao Norte de Cuiabá).

De acordo com a PF, as ameaças tiveram início logo após a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, que liberou todos os 34 presos na operação. A ligação, no final de semana, foi feita diretamente para o celular do delegado Hércules Sodré.

Agentes da Polícia Federal devem voltar para Itanhagá e investigar os suspeitos de terem praticado as ameaças. Segundo a PF, na ligação feita à Sodré – onde o trio é ameaçado -, um homem ainda não identificado afirma que “os cinco dias que ficou preso não ficariam em vão”.

“Não estamos intimidados. As ameaças reforçam os nossos argumentos sobre a periculosidade da organização criminosa e demonstram que a investigação está no caminho certo”

Na tarde de segunda-feira (08), o juiz federal e a procuradora da República estiveram reunidos com o delegado Hércules Sodré para reunirem as provas coletadas e decidir  sobre os procedimentos e medidas de segurança a serem adotados a partir de agora.

Investigação

Já é de conhecimento da Polícia Federal que a ligação com teor de ameaça partiu de um telefone público da cidade de Itanhangá, município onde moram vários dos investigados que foram presos.

Por meio de sua assessoria, o Ministério Público Federal (MPF) afirma que “as ameaças sofridas pelo trio por eles e pelas testemunhas demonstram quão poderosa é essa organização criminosa e corroboram com a investigação pois fortalecem os argumentos que embasaram os pedidos de prisão e busca e apreensão”.

Em nota, os ameaçados dizem não temem as ameaças sofridas.

“Não estamos intimidados. As ameaças reforçam os nossos argumentos sobre a periculosidade da organização criminosa e demonstram que a investigação está no caminho certo. Daremos seguimento à investigação com a mesma dedicação aplicada desde o início dos trabalhos”, afirmam.

Prisões

Até a última quinta-feira (4), 34 pessoas haviam sido presas por força dos mandados judiciais da Operação “Terra Prometida”.

A PF não divulgou novos balanços desde então, mas pelo menos dez presos foram liberados do Centro de Custódia de Cuiabá na noite de quinta-feira, entre eles o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz (PSDB), e os irmãos do ministro da Agricultura Neri Geller, Milton e Odair Geller.

Os integrantes da organização criminosa são responsáveis pela invasão de lotes destinados à reforma agrária do projeto de assentamento Tapurah/Itanhangá, em Mato Grosso.

O assentamento tem 115 mil hectares e é o segundo maior da América Latina.

Originalmente, o assentamento era dividido em 1.149 lotes que foram, em quase a sua totalidade, unidos para a formação de latifúndios para lavoura mecanizada.

MAX AGUIAR/Mídia News

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