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Itanhangá: Vereador, vice-prefeito e empresário teriam planejado matar testemunhas
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Itanhangá: Vereador, vice-prefeito e empresário teriam planejado matar testemunhas

by newsmtnovembro 29, 2014

O vereador por Itanhangá (a 475 km de Cuiabá), Daniel Orzechovsk (PSC), teria afirmado em conversa com o vice-prefeito do município, Rui Schenkel, o Rui do Cerradão (PR), juntamente, com o empresário da região, Hélio Fachineli, que era preciso matar os assentados e testemunhas do caso Antônio Fonsenca e Dirceu Capeleto para resolver o “problema” de assentamentos na cidade. Daniel está no “segundo escalão” da organização criminosa suspeita de fraudar documentos para se apropriar de terras da União destinadas à reforma agrária. Rui e Fachineli estão na lista dos pedidos de prisão preventiva e entre os líderes do esquema.

A informação está  no despacho do juiz federal de Diamantino, Fabio Henrique Moraes Fiorenza, que determinou a prisão preventiva do vereador. De acordo com o inquérito, a Polícia Federal diz que o vereador ameaçou também o sindicalista rural de Tapurah, José Ferreira da Silva. Zé Ferreira, como é conhecido, revela que ficou sabendo da ameaça numa conversa no escritório do advogado Nestor. Na ocasião, Daniel chegou ao local e admitiu que a ameaça de morte às três pessoas (Antônio, Dirceu e Zé).

Além disso, o parlamentar supostamente se aliava com sindicato rural e prefeitura para beneficiar as empresas Tulha e Fiagril, que tem como sócio-administrador o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde Marino Franz (PSDB). O tucano, inclusive, seria o braço político e financeiro da organização criminosa

Em depoimento ao MPF, Daniel confirmou que é beneficiário de 1 lote, sua irmã Alais Orzechovsk e o marido dela, José Sobrinho Oliniky – que está preso por associação ao tráfico de drogas – possuem um lote cada. Questionado acerca da concentração fundiária em nome de poucos fazendeiros e empresários, Daniel afirma que já ouviu boatos de que Élio Faquinello possui 44 lotes. Já em relação às ameaças de morte, o vereador nega “alegando ser homem de bem, evangélico e vereador”, diz trecho do documento.

Diante da apuração, o juiz federal vê indícios suficientes da participação de Daniel na organização criminosa pelos crimes de corrupção ativa, fraudes diversas, ameaças, além do crime de invasão de terras públicas. Por isso, a prisão preventiva foi decretada a fim de evitar que o investigado “prejudique instrução criminal destruindo ou extinguindo provas; bem como diante de disposição para realizar intimidações, ameaçando testemunhas ou outros integrantes da organização criminosa para não o comprometer”.

Fonte: Redação com RDNews

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