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JOIO E TRIGO: “A base aliada de Taques não é para todo mundo”, diz Fávaro
março 10, 2016 Destaques

Líder do partido em MT, vice-governador diz que tão importante quanto as adesões são certas desistências

Nesta sexta-feira (11), em um evento em Cuiabá, o PSD (Partido Social Democrático), sob o comando do presidente estadual, o vice-governador Carlos Fávaro, vai anunciar a filiação de novos prefeitos, deputados e vereadores e se consolidar como um dos maiores partidos de Mato Grosso.

Com a filiação dos deputados estaduais Wagner Ramos, Ondanir Bortolini, o Nininho, e Leonardo Albuquerque, o partido terá a maior bancada na Assembleia Legislativa, com seis deputados, além de praticamente um terço das prefeituras (46 prefeitos), podendo chegar a 50 prefeituras antes das eleições de outubro.

Além disso, dois suplentes de deputado federal também entram no partido: José Curvo “Tampinha” e Xuxu Dal Molin, vice-prefeito de Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá).

Desde que se filiou e assumiu o comando PSD, em setembro do ano passado, o vice-governador vem colecionando adesões importantes ao partido, que outrora tinha como cacique um dos maiores inimigos do atual Gverno, o ex-deputado estadual José Riva (sem partido).

Mas, para Fávaro, tão importante quanto as adesões, são certas desistências – e os vetos a políticos que, mesmo que tenham votos, não estão alinhados com a tendência atual, que, no caso, é estar na base aliada do Governo Pedro Taques.

“Queremos mais qualidade do que quantidade. Temos feito vários convites, é verdade, mas eu ressalto que eles não são irrestritos, não é para todo mundo, pois a base aliada não é para todo mundo”, disse o vice-governador, em entrevista ao MidiaNews.

“Na eleição, o povo disse quem deveria ser Governo e quem deveria ficar na oposição – e nós vamos respeitar isso”, completou.

Prefeitos

Com Fávaro no comando, o PSD ganhou treze prefeitos.

“O que fizemos foi reagrupar pessoas que já nos apoiaram na eleição de 2014, mas que não estavam filiadas em partidos da base aliada. E, agora, com a janela eleitoral, elas têm a possibilidade vir para a base – sobretudo, aquelas que têm compromisso com a transformação do Estado de Mato Grosso”, disse Fávaro.

Segundo o vice-governador, nas negociações não há barganha de cargos, promessa de obras ou aceitação de emendas.

“Estamos criando uma base aliada forte, consistente e alinhada com o Governo. E tudo o que oferecemos é o compromisso, meu e do governador Pedro Taques, de que iremos para a rua, e bater de porta em porta, para pedir voto àqueles que caminharem conosco”, afirmou.

Um dos compromissos já está selado e é com o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), que tentará a reeleição.

“Vamos trabalhar para que toda a base esteja unida em prol da reeleição do prefeito Mauro Mendes – e é natural que o partido do governador Pedro Taques, o partido mais forte de Mato Grosso, tenha o direito de indicar o candidato a vice na capital do Estado. Em tese, estará abrindo mão de uma candidatura majoritária”, disse.

“São regras básicas da boa convivência política. E o PSD vai apoiar o PSDB nesse sentido”, completou.

Em outros municípios, segundo Fávaro, a estratégia vai se repetir.

“Nosso compromisso, meu e do governador Pedro Taques, é manter a base unida. Eventualmente, haverá em alguns municípios partidos da base disputando entre si, mas queremos que isso aconteça o mínimo possível”, disse.

Governo

Para Carlos Fávaro, o sucesso de toda essa reengenharia político-partidária depende do sucesso da administração Taques.

Segundo ele, as reclamações de vários municípios em relação a obras de infraestrutura e à melhoria dos setores de Saúde e Educação são justificadas, mas isso é algo que deve mudar em breve.

“Não estamos só tocando obras da gestão passada, como muitos dizem. Mas o Governo Silval Barbosa lançou programas insustentáveis, como o MT Integrado, que custaria R$ 1,5 bilhão que, na verdade, requer R$ 2,5 bilhões – ou seja, R$ 1 bilhão a mais de reajustes contratuais, contrapartidas, construção de pontes etc. A readequação e as auditorias nessas obras levaram muito tempo, mas eram necessárias, pois Mato Grosso precisava ser passado a limpo”, afirmou.

Para o vice-governador, o setor de Saúde é o que tem se saído pior.

“É a prioridade número um do Governo, mas não está bem. Confiamos na capacidade do secretário Eduardo Bermudez, de fazer esse setor andar. E há uma força-tarefa no Governo para fazer o atendimento ao cidadão melhorar, recursos muito grandes estão sendo empregados e os resultados ainda não apareceram. Mas, eu tenho certeza de que logo vamos ver a situação melhorar”, afirmou.

Do Midia News

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