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MAIS DOIS NA RUA: Policial militar fica 1.424 dias em licença médica e é expulso
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MAIS DOIS NA RUA: Policial militar fica 1.424 dias em licença médica e é expulso

by newsmtsetembro 22, 2014

m um dos casos, policial tentou assaltar posto de combustível, em Sinop, em 2006

A Polícia Militar excluiu, na semana passada, mais dois soldados da corporação. Um deles por envolvimento em uma tentativa de assalto a um posto de combustível, em Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá). O outro, por ficar 1.424 dias em licença médica, desde o ano de 2003.

As duas portarias de exclusão dos policiais dos quadros da PM foram assinadas pelo comandante-geral da PM, coronel Nerci Denardi.

O policial faltoso atuava em Cuiabá. Consta na portaria que, desde seu ingresso na corporação, o policial “buscou refúgio com apresentação de atestados médicos”, gozando de um período de licenças médicas de aproximadamente 1.424 dias desde o ano de 2003, além de 12 faltas injustificadas.

“No período em que o disciplinado esteve na instituição, a apresentação de atestados médicos foram contumazes, sendo ora por motivo de stress, ora por depressão e/ou devido a problemas relacionados ao alcoolismo e às drogas”

“No período em que o disciplinado esteve na instituição, a apresentação de atestados médicos foram contumazes, sendo ora por motivo de stress, ora por depressão e/ou devido a problemas relacionados ao alcoolismo e às drogas”, diz trecho da portaria.

Segundo informações do comando onde o militar estava lotado, o oficial possuía várias referências negativas e “péssimo relacionamento com superiores, pares e subordinados, falta de postura em seu ambiente de trabalho, falta de zelo com a imagem da Polícia Militar de Mato Grosso, abstinente aos deveres e obrigações, falta de amor a profissão, ausência de entusiasmo e de vocação para exercer as funções laborais”.

De acordo com a portaria, o policial ainda foi preso em flagrante, em 1º de outubro de 2010, por volta das 11h40, pelo crime de descumprimento de missão, previsto no Código Penal Militar.

Assalto

Conforme a publicação, o soldado lotado em Sinop foi preso em flagrante delito, no dia 8 de outubro de 2006, por volta das 22h40, quando participava de uma tentativa de assalto ao Posto São Cristóvão, localizado no bairro Setor Industriário Norte.

“Segundo o que está contido na peça acusatória, o referido disciplinado abordou o frentista do citado posto, exigindo daquele dinheiro, utilizando-se de um aparelho celular sob a camiseta, simulando estar armado”, diz trecho da portaria.

A vítima, ao perceber que o policial não estava realmente armado, reagiu ao assalto e conseguiu imobilizá-lo.

A portaria relatou que, além das provas produzidas no Processo Administrativo Disciplinar (PAD) Militar de Exclusão, a comissão processante produziu outras provas, a partir de depoimentos de testemunhas, bem como documentos que atestam a participação do policial em outras atividades delitivas criminais ou administrativas.

Segundo a publicação, o militar foi denunciado na 3ª Vara Criminal de Sinop pelo crime de roubo, além da tentativa de roubo ao posto de combustível, que estão sendo processados pela 1ª Vara Criminal do município.

“O referido disciplinado abordou o frentista do citado posto, exigindo daquele dinheiro, utilizando-se de um aparelho celular sob a camiseta, simulando estar armado”

“Assevera-se, sem sombra de dúvidas que o fato em questão é de natureza grave, posto que maculou a imagem da Instituição com sinais difíceis de serem reparados, trazendo consequências danosas também a outros policiais militares que integram a Polícia Militar de Mato Grosso, e não só a eles, mas também a seus familiares”, diz trecho da portaria.

Punição

Além de decidir pela demissão de ambos os policiais, o comandante-geral determinou o recolhimento imediato da identificação funcional de cada um, bem como dos fardamentos e dos apetrechos que pertençam a Fazenda Pública Estadual, dentro de cinco dias úteis.

Caso os ex-PMs tenham armamentos de uso pessoal, eles devem ser devolvidos e encaminhados à Corregedoria Geral da OM, para fins de cancelamento dos portes e dos registros das armas de fogo.

Somente a partir de agora é que os ex-pms terão seus salários suspensos, uma vez que as duas portarias determinam à Diretoria de Gestão de Pessoas para que tome todas as providências necessárias junto à Secretaria de Estado de Administração (SAD) para a exclusão de ambos os servidores das folhas de pagamento.

 

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