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Metade dos brasileiros diz que ‘bandido bom é bandido morto’
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Metade dos brasileiros diz que ‘bandido bom é bandido morto’

by newsmtoutubro 5, 2015

Uma pesquisa Datafolha encomendada pela Ong Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que metade da população das grandes cidades do país acha que “bandido bom é bandido morto”.

O resultado da pesquisa será incluído no 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será divulgado nesta semana.

O levantamento foi realizado no final de julho e contou com a participação de 1.307 pessoas com mais de 16 anos em 84 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Enquanto 50% dos entrevistados concordaram com a afirmação de que “bandido bom é bandido morto”, 45% disseram que discordam, 3% não concordam nem discordam e outros 2% não souberam responder.

Em entrevista à Folha, o sociólogo Renato Sérgio de Lima, vice-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirmou que a divisão revelada na pesquisa é um bom sinal, uma vez que “isso pode ser visto como uma janela para a construção de políticas públicas. Há espaço para mudança”.

Lima defende ainda uma mudança no sistema da polícia, que, segundo o sociólogo, privilegia o enfrentamento a criminosos e o confronto violento.

O resultado da pesquisa Datafolha reforça a percepção de especialistas de que a sociedade brasileira é tolerante com a matança de suspeitos por policiais.

O ouvidor das polícias de São Paulo, Julio Cesar Fernandes Neves, disse, também em entrevista à Folha, que os brasileiros que defendem que “bandido bom é bandido morto” autorizam “o mau policial a fazer Justiça com as próprias mãos. Esse tipo de pessoa induz o mau policial a cometer o maior erro da sua vida”.

Martim Sampaio, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, ressalta que “a sensação de impunidade é tão grande que leva o povo a querer que a Justiça seja feita de imediato”, colocando na mão da polícia o poder de julgar e aplicar a pena de morte.

Fonte: Folha de São Paulo

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