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MP cita furto de moto e pede prisão de Riva sob alegação de que 'pau que bate em Chico, bate em Francisco'
fevereiro 23, 2015 Destaques

Os promotores de Justiça Samuel Frungilo Silva, Marco Aurélio de Castro e Arnaldo Justino que assinam a denúncia protocolada pelo Ministério Público Estadual (MPE), argumentam que a prisão do ex-deputado estadual José Geraldo Riva neste sábado (21) se fez necessária por se tratar de um “ícone da corrupção no Estado de Mato Grosso”.

Além disso, o MPE cita na denúncia que mesmo sendo considerado o maior “ficha-suja” do Estado, Riva “fez de ombros com a Justiça, continuando a se locupletar ilicitamente através de reiterado desvio de dinheiro público oriundo da Casa Cidadã, zombando das autoridades constituídas e levando ao total descrédito das instituições responsáveis pela persecução penal”

O Ministério Público cita o crime cometido pelo réu J.C.B.P, acusado de furto qualificado de duas motocicletas na Comarca de Itaúba, em face da reiteração criminosa, assim considerada pelo fato do mesmo já estar respondendo a outra ação penal naquela Comarca . “Os Tribunais de Justiça de todo o país não titubeiam em determinar o encarceramento provisório quando a pessoa se vê envolvida em diversos ilícitos. No caso dos autos não pode ser diferente sob pena de estarmos tratando iguais de forma desigual. Em suma: “pau que bate em Chico, também tem que bater em Francisco”, diz o MPE.

Em uma comparação, o MPE diz que a conduta de J.C.B.P. é um cisco se comparada à conduta criminosa de José Geraldo Riva, com desvio de dezenas de milhões de reais dos cofres públicos no período de quatro anos e reiterada conduta criminosa com mais de 20 ações penais em trâmite.

Ainda conforme a denúncia do MPE, basta um breve folhear no procedimento investigatório e seus apensos, para verificar a enorme dificuldade em fazer cumprir as ordens judiciais direcionadas à ALMT para entrega de documentos a este Gaeco e à Justiça, somado ao fato de ter sido informado nos autos acerca da destruição de inúmeros documentos sob o pretexto de se estar cumprindo uma norma interna daquela Casa de Leis. “Aliás, a própria e nova Mesa Diretora da ALMT tem tido enormes dificuldades em ter acesso aos documentos do Parlamento Estadual, conforme divulgado pela imprensa local. Estes exemplos demonstram, sem sombra de dúvidas, o poder ainda exercido pelo denunciado, que não medirá esforços em ocultar/falsear documentos, além de exercer “pressões” indevidas sobre as testemunhas arroladas”.

Fonte: Olhar Direto
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