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"Não pretendo ser um 'cover' do Taques", diz policial rodoviário
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"Não pretendo ser um 'cover' do Taques", diz policial rodoviário

by newsmtoutubro 20, 2014

Suplente José Medeiros, do PPS, assume vaga a ser deixada por governador eleito

O suplente de senador José Medeiros (PPS) afirmou que pretende “abraçar” os projetos deixados pelo governador eleito Pedro Taques (PDT), mas que não quer ser um “cover” do colega.

Para Medeiros, que assume a vaga de Taques a partir de 1º de janeiro de 2015, apesar de o pedetista ter desenvolvido um trabalho considerado “relevante”, o objetivo de seu futuro mandato será ampliar os projetos apresentados.

“Cada um tem um perfil e eu não pretendo ser um cover do Pedro Taques. Mas, darei continuidade ao trabalho desenvolvido por ele, porque ele foi muito profícuo no Senado”

“Cada um tem um perfil e eu não pretendo ser um cover do Pedro Taques. Mas darei continuidade ao trabalho desenvolvido por ele, porque ele foi muito profícuo no Senado. Nos últimos quatro anos ele ficou entre os melhores e tem, desde o início, um trabalho relevante”, afirmou, em entrevista ao MidiaNews.

De acordo com Medeiros, que foi policial rodoviário, seu foco no Senado será a segurança, educação e o agronegócio.

Mesmo não sendo produtor rural, ele entende que os parlamentares devem voltar suas atenções ao principal meio de economia do Estado.

“Não tem como um senador representar um Estado sem defender a economia do local. Então, quero ser um agente facilitador e defensor, para que esse setor possa produzir cada vez mais. Garantir os meios mínimos necessários para que o Estado possa ser competitivo”, disse.

Já na segurança, Medeiros entende que é preciso melhorar o policiamento nas fronteiras de Mato Grosso, para coibir a entrada de drogas e armas.

“Temos 900 km de fronteira aberta a países notadamente produtores de narcotráfico. Cuiabá não produz armas, maconha, cocaína, nada disso. Essas coisas vêm desses países. O Brasil optou, de forma errônea, em combater isso no varejo. Mas se derem um suporte, iremos combater isso no atacado, que é ali na fronteira”, afirmou.

Segundo Medeiros, bancada do Estado, que será formada por ele, Blairo Maggi (PR) e Wellington Fagundes (PR), terá desafio de transformar a questão em discussão no plenário.

“O desafio da bancada é mostrar que proteger as fronteiras de Mato Grosso é proteger o Brasil. Fechar a nossa fronteira significa combater o narcotráfico lá em Diadema e na Rocinha. Acho que os outros Estados deveriam fazer uma vaquinha e ajudar Mato Grosso, porque investir em segurança aqui é economizar lá”, disse.

Tony Ribeiro/MidiaNews

“Desafio da bancada é mostrar que proteger as fronteiras de Mato Grosso é proteger o Brasil”

O suplente afirmou que não terá dificuldade em trabalhar ao lado de Maggi e Fagundes, mesmo eles não terem feito parte do grupo de Taques nas eleições deste ano.

“No momento que acabou as eleições todos descer das bancadas, porque acabaram as cores partidárias e estabelece-se apenas a cor de Mato Grosso. E nesse aspecto, não tenho dificuldade nenhuma de conversar com nenhum parlamentar”, afirmou.

Disputa por vaga

A 1ª suplência de Taques foi alvo de discussão judicial, nos últimos anos, entre Medeiros e o 2º suplente, Paulo Fiuza (PV).

Fiuza entrou com ação em dezembro de 2013 alegando que a ata foi fraudada e que ele deveria ser o primeiro suplente da chapa, ao invés de Medeiros.

Para José Medeiros, a disputa pela 1ª suplência é assunto “superado”.

Ele diz não temer ser obrigado a deixar o Senado, caso haja alguma decisão desfavorável na Justiça.

“Não dependo de nenhuma decisão judicial para assumir a vaga. Estou diplomado. Disseram que houve fraude de assinaturas, mas as pessoas se apegam ao argumento que quiser. Mandei meus documentos e a coligação encaminhou a ata que foi aprovada pelo TRE. Não vou me adentrar mais nessa discussão porque já acho que está surrealista”, disse.

Medeiros afirmou que “briga” pela primeira suplência já existia antes dele assumir o lugar deixado por Zeca Viana (PDT), que, à época, desistiu da suplência de Taques para entrar na disputa pela Assembleia Legislativa.

“Essa é uma discussão que não me diz respeito, porque essa briga começou com a coligação antes deu entrar. Nunca tive dúvida de que era o primeiro suplente. Se houve erro da coligação, se era para o Paulo para assumir, isso é uma questão da coligação. O certo é que legalmente e juridicamente fui registrado como 1º suplente e homologado”, afirmou.

“Mas esses questionamentos existem e são normais do processo político brasileiro. Taques nem foi diplomado ainda e já há pedidos de cassação e, mesmo assim, ninguém tem dúvida de quem será o próximo governador”, disse.

Para o futuro senador, faltou “diálogo” entre ele e Paulo Fiuza para que ambos pudessem assumir a cadeira, em algum momento, nos próximos quatro anos. No entanto, Medeiros diz não cogitar mais conversar com o empresário.

“Política é a arte de conversar. Ele optou por esse confronto judicial e não há nada ao meu alcance agora. A suplência é mera expectativa de direito, se eu vier a faltar ele irá assumir, mas não sei se irá ocorrer”, afirmou.

 
DOUGLAS TRIELLI MIDIANEWS
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