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Nova Ubiratã: Câmara começa avaliar caso de vereadores presos que podem ser cassados.
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Nova Ubiratã: Câmara começa avaliar caso de vereadores presos que podem ser cassados.

by newsmtjulho 19, 2014

O presidente da Câmara de vereadores de Nova Ubiratã, Claudir Rizzo, vai esperar o andamento da operação realizada pelo Ministério Público Estadual e o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), para se posicionar sobre medidas relativas às prisões dos vereadores Reinaldo de Freitas, conhecido por “Freitas”, e José Itamar Marcondes, o “Itamar”, na ultima quarta-feira.

Eles são acusados de chefiarem o tráfico de drogas no Município. O assessor jurídico do órgão, João Carneiro Neto, disse que a câmara está em recesso, e adiantou também que é prematuro qualquer decisão sobre os dois legisladores, “pois ainda são só acusados, é só denúncia, não há provas de nada.

Ambos têm o direito constitucional de ampla defesa e do contraditório. Possivelmente peçam afastamento de 60 dias para se defenderem no caso, e a partir desse período, é que o presidente pode definir o que vai ser feito, se vai abrir sindicância, processo”, destacou.

Além dos vereadores mais seis pessoas foram denunciadas e parte está presa. Elas são acusadas de tráfico de drogas, associação ao tráfico e corrupção de menor. A denúncia inclui, ainda, dois advogados “por coação no curso do processo, ameaça e oferecimento de vantagem indevida para alteração de depoimentos”.

Consta na denúncia, que integrantes do grupo chegaram a oferecer uma quantia de R$ 15 mil para a execução de policiais militares que atuavam no caso. Os acusados, segundo o MPE, praticaram de forma reiterada os crimes de tráfico de drogas previstos no artigo 33 da Lei 11.343/06. Além da venda de entorpecente, eles adquiriram, preparam, transportaram, armazenaram e ofereceram o produto para consumo.

 A comercialização da droga, conforme o MPE, foi realizada, inclusive, dentro da Cadeia Pública de Nova Mutum e em uma escola da cidade de Nova Ubiratã. O vereador Reinaldo Freitas disse, na delegacia em Sorriso, que “nunca se envolveu” com tráfico de drogas. “Tenho feito é arrumar internação para estas pessoas (dependentes químicos). Não tenho envolvimento nenhum”.

Freitas disse que pessoas presas em Ubiratã foram “lapidadas pela Polícia Militar para que eles incluíssem meu nome e do vereador Itamar”, acusa.  Ele também acusou um sargento, um cabo e um soldado da PM de tentar incriminá-lo porque alega que os denunciou por condutas que estariam tendo em Nova Ubiratã de supostos abusos, “propinas, envolvendo tráfico, festas, tiros na avenida com pistola e policial fazendo cavalo de pau.

Eu denunciei. Levei ao conhecimento da Secretaria de Segurança em Cuiabá”, aponta. O vereador José Itamar Marcondes também negou as acusações. “Há 9 meses vereador Freitas denunciou a propina contra alguns policiais militares. Depois que vereador denunciou, não tivemos mais paz. Teve carro me seguindo. Eles envolveram até o pescoço. Estamos aqui hoje (delegacia) para provar nossa inocência. Vamos provar porque não devemos.

Eu estava saindo para trabalhar. Eu pego às 5h e largo a meia noite”, disse. “Nunca conversei com esse menino (que foi preso por envolvimento com drogas e que teria acusado os vereadores). Tem alguém por trás, também. A verdade vai vir. Tenho certeza que Deus é maior e vai mostrar a realidade”, afirmou.  “A arma foi encontrada na minha casa. Não tenho porte e fui sincero”.

Acontecenewsmt/TV Cidade SBT 

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