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"Operação Sodoma é apenas a primeira contra corrupção em MT"
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"Operação Sodoma é apenas a primeira contra corrupção em MT"

by newsmtsetembro 19, 2015

Segundo Mauro Zaque, Polícia faz rastreamento para encontrar o dinheiro desviado em esquema

O secretário de Segurança Pública Estadual (Sesp), Mauro Zaque, afirmou que a Operação Sodoma é apenas a primeira e que outras ações do gênero deverão ser realizadas no Estado, no combate direto à corrupção no setor público.

As declarações foram feitas durante entrevista ao programa “Cadeia Neles”, da TV Record (Canal 10).

As investigações da Polícia Fazendária apontam que o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e os ex-secretários Pedro Nadaf (Indústria e Comércio e Casa Civil) e Marcel de Cursi (Fazenda) fariam parte de um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado à concessão de incentivos fiscais no Estado.

“A Delegacia de Combate à Corrupção está sendo reestruturada para que o Estado de Mato Grosso não venha, no futuro, ser vitima novamente desse tipo de bandalheira, que atinge diretamente os cofres cofres públicos. Essa foi apenas a primeira operação, outras virão”, afirmou.

Zaque disse que a Secretaria de Segurança Pública colabora com as ações, dispondo dos meios necessários para que as investigações sejam feitas livremente.

“A Sesp, hoje, atua no sentido de prover todas as polícias de todos os meios necessários para que investiguem livremente. O que acontecia, antes, é que muitos delegados, promotores e policiais se viam ‘amarrados’ na investigação porque havia interesses políticos. O governador Pedro Taques foi muito feliz quando disse que ninguém está acima da lei”, afirmou. Leia mais AQUI.

O secretário disse que, no desenvolvimento da Operação Sodoma, não há interesse pessoal. Ele afirmou que fez questão de não tomar conhecimento a fundo sobre a operação, para que a Polícia Civil pudesse fazer seu trabalho, com toda a isenção possível.

“Na condição de secretário de Segurança, fiz questão de não tomar conhecimento de nenhum detalhe dessa operação, dei toda a liberdade para que a Polícia Civil pudesse realizar seu trabalho com toda isenção e imparcialidade. Então, é bom deixar claro que não existe ‘pessoalismo’ nisso, ninguém está ‘fulanizando’ ou buscando alvos, nós investigamos fatos”, disse.

“Não estou a par das provas de forma detalhada, prefiro nem saber. O Estado tem que garantir os meios para que os policiais possam fazer as investigações com tranquilidade, sabendo que não vai haver nenhum tipo de retaliação. Muito pelo contrário, é um trabalho digno de elogio e a população deve ser honrada”, afirmou.

De acordo com Mauro Zaque, está sendo feito um rastreamento para encontrar todo o dinheiro desviado.

“A corrupção é muito mais grave, ela tira do cidadão a sua esperança, ela nega um futuro digno com Educação, Segurança e Saúde. Ela tem que ser combatida, não interessa se é ex-governador ou ex-ministro, seja o que for. Existe rastreamento para esse dinheiro desviado, ele está em algum lugar. Esse recurso pertence ao povo de Mato Grosso e vai voltar para os cofres públicos, para ser investido em favor da população”, disse.

“Essa determinação não parte do governador Pedro Taques. Essa determinação parte da lei, que identifica a conduta criminosa, os seus autores e o recurso que foi desviado, para trazê-lo de volta para os cofres públicos. Então, isso é um dever”, completou.

Operação Sodoma

Os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf (Indústria e Comércio e Casa Civil) e Marcel de Cursi (Fazenda) foram presos na tarde de terça-feira (15), em Cuiabá, pela Polícia Civil, por meio da Operação Sodoma.

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) também teve mandado de prisão decretado pela Justiça.

Ele se entregou na noite de quinta-feira (17) e está detido no quartel do Corpo de Bombeiros, no bairro do Porto, em Cuiabá

As investigações apontam que o suspeitos teriam montado um esquema criminoso de corrupção e lavagem de dinheiro, em 2013 e 2014, relacionado à concessão de incentivos fiscais, por meio do Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso).

Os pedidos de prisão foram feitos pela Delegacia Fazendária, após um levantamento em conjunto de dados feito pelo Cira (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos).

Fonte: Do Mídia News
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