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POR CAUSA DO FETHAB: Maggi é contra cobrar impostos do agronegócio
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POR CAUSA DO FETHAB: Maggi é contra cobrar impostos do agronegócio

by newsmtabril 13, 2016

O senador Blairo Maggi (PR) pediu para o governador Pedro Taques (PSDB) não aumentar os impostos do agronegócio sob o risco de inviabilizar o Estado economicamente. Ele analisa ainda que os produtores podem decidir por não contribuir com Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

“Se o futuro for esse, se a Assembleia e se o Executivo resolverem taxar isso (a produção agrícola), imediatamente do outro lado, tenho certeza de que 100% dos produtores vão pedir o fim do Fethab porque ele é uma contribuição e não é imposto. Se isso for feito poderá, até momentaneamente, resolver o problema de caixa do estado, mas no segundo momento isso acaba. É uma situação difícil para o produtor rural. Então quero pedir, não avancem sobre a galinha dos ovos de ouro do estado, porque poderemos todos nós, num abraço de afogados, morremos no mesmo rio, no mesmo local”.

Maggi disse que o aumento de impostos afetará diretamente os produtores rurais e, consequentemente, os investimentos.

Na visão do senador, se houver um aumento de taxação, ocorrerá uma diminuição da atividade econômica nos municípios. “O produtor ficará empobrecido, e não terá condições de fazer novos investimentos. E muitos, dependendo do local onde se produz no Mato Grosso, terão que parar de produzir porque as contas não fecham”, alertou. Ele, no entanto, disse confiar na sensibilidade do governador Pedro Taques com relação s situação dos produtores.

Blairo afirmou que o País vive uma grave crise econômica e política. “Com o processo político resolvido é que vamos resolver o econômico”, assinalou. Ele previu, no entanto, que independente do resultado da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff a crise econômica deverá se estender por mais tempo.

Na avaliação do senador, a retomada do crescimento não ocorrerá na mesma velocidade da queda da economia. “Impossível. Nós não vamos conseguir fazer isso. Os economistas já dizem que o Brasil vive uma década perdida nesse momento”, avalia.

O senador, no entanto, acredita que a situação econômica poderá ficar ainda pior se a crise política não for estancada com a aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) . “Se a presidente Dilma permanecer no mandato, se a Câmara ou o Senado não fizer o impedimento, como é que nós vamos trabalhar até 2018, quando outra janela se abrirá nas eleições diretas para tentar fazer uma mudança na política social e econômica para o país?”

Crise no país

Ele voltou a advertir para o risco de o governo federal não ter dinheiro para o pagamento dos servidores públicos no final do ano, caso a crise continue. E que é um risco que poderá afetar todos os estados da federação.

“No estado do Mato Grosso o governador Pedro Taques está tomando todas as providências, mas se acontecer não é culpa do governador. É culpa da política que estamos vivendo. As pessoas que têm dinheiro não consomem porque têm incerteza do futuro, e aquelas que não têm já não fazem porque não podem. Nós temos um problema muito grave para resolver nesse momento”, afirmou.

(Com informações de assessoria).

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