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Se eleito, José Riva quer criar Secretaria da Floresta
agosto 30, 2014 Destaques

Declaração foi no encontro“Diálogo com a indústria de Mato Grosso”

O candidato ao Governo do Estado pelo PSD, José Riva, afirmou durante conversa com industriários de Mato Grosso, no evento promovido nesta sexta-feira (29) pela Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) que, se eleito, quer criar a Secretaria Estadual de Florestas.

Questionado sobre os projetos para o desenvolvimento do setor de base florestal, Riva argumentou que consta, em seu plano de governo, a criação da pasta para o setor, que responde por 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.

“Mato Grosso tem todas as chances de desenvolver negócios florestais em larga escala, diante de toda a sua conjuntura econômica, das experiências acumuladas no setor nesses 40 anos, por suas potencialidades florestais sustentáveis e pelo elevado nível tecnológico que se pode aplicar no setor”, explicou o candidato do PSD.

Riva não poupou críticas à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e falou em falta de gestão. “Mesmo com todo o aparato, que inclusive a Assembleia Legislativa ajudou, a Sema não aplicou corretamente para melhorar o setor de base florestal. O manejo é altamente benéfico para o meio ambiente, mas a burocracia é grande, precisa ter a Licença Ambiental Única (LAU) e temos casos que demoram mais de dois anos para ser liberado, mesmo sabendo que a intenção é desenvolver atividade econômica com a floresta preservada. É preciso desburocratizar, vamos criar a Secretaria das Florestas para atender cada procedimento, o problema atualmente é de gestão mesmo”, avaliou.

O setor de base florestal precisa ser valorizado, na opinião do candidato. “Servidor tem medo de dar despacho porque teme enfrentar problemas com o Ministério Público Estadual (MPE). O Estado precisa dar segurança para o funcionário cumprir o seu papel”.

DIÁLOGO NA FIEMT

Riva também anunciou investimentos para as áreas de logística e ensino profissionalizante, além de atração de indústrias no polo têxtil, moveleiro e de couro para Mato Grosso, aliada a um choque de gestão que será feito no Estado para diminuição da máquina administrativa e segurança para o setor empresarial com as quarentenas para a publicação de decretos.

“Precisamos discutir logística no Estado, com a implantação da ferrovia que interliga os estados de Mato Grosso, Pará, Maranhão e Tocantins, para desafogar os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), e escoar a nossa produção. Esse estudo do traçado ferroviário foi elaborado enquanto deputado e digo que é a solução para a logística do Brasil”, argumentou.

O choque de gestão, já anunciado anteriormente por Riva, será para promover mais investimentos nas áreas essenciais como saúde, segurança pública e educação. “O Estado só tem saída com a verticalização, com o processo de industrialização, vamos buscar a redução da carga tributária na energia, investir em logística e, através da Parceria Público-Privada (PPP), construir a ferrovia após ser incluída no plano nacional ferroviário. Queremos cuidar da qualificação do nosso povo, apenas 9% dos alunos que cursam ensino médio estão em cursos profissionalizantes, enquanto isso, no Chile, são 37%, na Alemanha, 60%, e Coreia do Sul, 65%”.

Sobre a atividade administrativa, o candidato exemplificou que são gastos aproximadamente R$ 300 milhões com serviços terceirizados no Estado. Além disso, secretarias com orçamento de quase R$ 30 milhões têm apenas R$ 3 milhões voltados para políticas públicas.

“Mato Grosso tem um sério problema de gestão, por isso precisamos do choque de gestão, é a atitude concreta para os recursos cumprirem com a sua finalidade, que é atender o cidadão. Basta ver os cursos dos serviços terceirizados, sendo que podemos qualificar o nosso servidor, melhorar a sua função. Analiso que esse é o momento em que o Estado precisa de alguém com muito diálogo, pois passa por momento decisivo para o seu futuro. Vamos construir o governo do diálogo, sentando com todos os poderes, com a sociedade civil organizada, voltar a defender o que já dissemos enquanto deputado na apresentação da Lei de Eficiência Pública (LEP-MT), que é de reduzir os custos da atividade-meio, mas essa iniciativa parte do chefe do Executivo e pretendo fazer isso à frente do governo”, afirmou.

Ainda na atividade administrativa, voltou a criticar a publicação de decretos sem critério. “Muitos lembram que já critiquei diversas vezes a quantidade de decretos publicados, tenho o compromisso de implantar a quarentena nos decretos”.

Ao setor industrial, Riva reafirmou a intenção de estimular a instalação de indústrias em Mato Grosso, com a isenção no ICMS para gerar 30 mil empregos na Grande Cuiabá. “Vamos dificultar a saída do couro do boi, somos o maior produtor de algodão do Brasil, precisamos, então, agregar valor no setor têxtil e temos a riqueza em madeira e vários móveis são produzidos na China. Então, quero estimular os três polos para termos indústrias aqui, gerando emprego para o nosso povo”.

Presidente do Sistema Fiemt, Jandir Milan, aproveitou o evento para agradecer Riva que, enquanto deputado, contribuiu para a renovação dos incentivos fiscais. Também lembrou que o diálogo com a indústria é importante para o setor, que nesta sexta-feira, pode ter conhecimento sobre as propostas de três candidatos ao governo em momentos distintos.

A Fiemt conta com 37 sindicatos filiados, que abrangem mais de 200 segmentos da atividade econômica. Foi apresentado um documento aos candidatos com a “Prioridade da Indústria Mato-grossense 2014”. São dez temas prioritários do setor, como a educação profissionalizante, eficiência do Estado e combate à corrupção, ambiente de negócios e segurança jurídica, desenvolvimento de mercados, infraestrutura, tributação, desenvolvimento do setor de base florestal, inovação e prioridade, qualidade de vida nas cidades e relações de trabalho.

 

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