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Secretário cita plano de “12 anos em 4” para Mato Grosso
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Secretário cita plano de “12 anos em 4” para Mato Grosso

by newsmtmarço 9, 2015

A meta, segundo Marco Marrafon, do Planejamento, passa pelo equilíbrio fiscal do Estado

O secretário de Planejamento, Marco Marrafon, afirmou que o Governo Pedro Taques trabalha com a perspectiva de desenvolver um ciclo de melhorias no Estado, o qual já foi batizado como “12 anos em 4”.

A meta, entre outros pontos, segundo o secretário, é promover o equilíbrio fiscal em Mato Grosso.

“Se Deus quiser, teremos o ciclo 12 anos em 4. É uma meta audaciosa, mas queremos o melhor para a população. Estamos, como se diz, ‘trocando o pneu com o carro andando’. Buscamos o equilíbrio fiscal, mas não perdemos de vista os resultados. A população vai sentir, não só no discurso, que os serviços vão melhorar neste ciclo”, afirmou ele.

“Teremos o ciclo 12 anos em 4. É uma meta audaciosa, mas queremos o melhor para a população. Estamos, como se diz, ‘trocando o pneu com o carro andando’. ”

As declarações foram dadas durante entrevista concedida ao programa “Chamada Geral”, da Rádio Mega FM, na sexta-feira (6) e, de certo modo, faz alusão ao plano lançado pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, que idealizou o programa de governo “50 anos de progresso em 5 anos de realizações”.

O secretário Marco Marrafon afirmou que o contingenciamento de gastos na máquina estadual foi a primeira medida tomada pelo Governo Taques, para que o plano seja viabilizado.

Esse corte, de acordo com ele, teve início nas despesas consideradas como “circunstanciais”, aquelas que não são obrigatórias ou essenciais ao Estado.

“As despesas circunstanciais estão contingenciadas hoje. Essas são aquelas coisas que, seria bom se tivéssemos, mas que, neste momento, podem esperar um pouco. Seria o mesmo que comprar agora um quilo de frango porque o filé mignon está muito caro”, exemplificou.

Além disso, o secretário afirmou que o Governo faz uma análise das chamadas despesas essenciais e das obrigatórias. Apesar da apreciação, Marrafon disse que essas despesas não deixaram de ser pagas pelo Estado.

“As despesas obrigatórias, se não cumprirmos, temos problema com a legislação, problema com a Lei de Responsabilidade Fiscal. E as essenciais são aquelas que o Estado não pode ficar sem, ainda que não sofra nenhuma sanção civil, administrativa ou penal. Todas essas nós vamos cumprir”, afirmou.

Ainda de acordo com Marrafon, somente depois de garantido esse equilíbrio, é que o Governo iniciará os grandes investimentos no Estado.

“O ideal era que toda secretaria pudesse contar com liberação de recursos de acordo com aquilo que é previsto no orçamento. Infelizmente, este ano é dificuldades. Nossa metodologia é buscar o equilíbrio fiscal para depois começarmos os grandes investimentos”, disse o secretário.

O próprio governador Pedro Taques (PDT) já deu declarações, adiantando que 2015 será um ano para “arrumar a casa”, e que os reais investimentos só começarão a ser feitos a partir de 2016.

“O ano de 2015 será de aperto. Investimentos serão feitos a partir de 2016, depois que a gestão estiver feita”, disse Taques, recentemente.

Ajuste fiscal

O secretário Marco Marrafon admitiu que, apesar do chamado “choque de gestão” feito pelo Governo, os resultados orçamentários ainda não são expressivos.

Ele citou como exemplo, a economia de R$ 80 milhões na folha de pagamento do Estado, por meio do corte de servidores comissionados. Medida que reduz, segundo Marrafon, apenas 0,8% dos gastos mensais do Governo.

“Os resultados ainda são tímidos. Temos uma arrecadação prevista em torno de R$ 14 bilhões ao ano, o que daria pouco mais de R$ 1 bilhão por mês. Ao falar de uma economia de R$ 80 milhões, representa 0,8%”, explicou ele.

Por fim, o secretário afirmou que a meta é que, dentre de seis meses, essa economia chegue a 10% em todo o custeio da máquina.

Fonte: Do Mídia News
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