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TRF nega liberdade a dez presos acusados de esquema
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TRF nega liberdade a dez presos acusados de esquema

by newsmtdezembro 1, 2014

Entre os detidos estão os produtores Natal Deliberalli e Rui Schenkel (PR), vice-prefeito de Itanhangá

O presidente do Tribunal Regional Federal (TRF), desembargador Cândido Ribeiro, negou na noite deste domingo (30) dez pedidos de habeas corpus solicitados por presos durante a Operação Terra Prometida.

A Polícia Federal cumpre desde a última quinta-feira 227 mandados de prisão, condução coercitiva e busca e apreensão no combate a um esquema de grilagem de terras na região Norte de Mato Grosso, em áreas destinadas para assentados.

Na lista de detidos que tiveram as prisões mantidas pelo TRF estão os produtores rurais Natal Deliberalli e Rui Schenkel (PR), vice-prefeito da cidade de Itanhangá.

Eles são apontados como líderes do esquema que pode ter provocado um rombo de R$ 1 bilhão na legalização de áreas produtivas com participação de servidores do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Natal é dono de duas fazendas, uma com 6 mil e outra com 12 mil hectares, tendo aproximadamente 30 lotes do assentamento. Conhecido como Rui Cerradão, o vice-prefeito, além de ocupar lotes no assentamento, ele é acusado pela Polícia Federal de sua influência na prefeitura e com outros políticos de Mato Grosso, agindo como braço da organização.

Ontem, o juiz federal Pedro Francisco Silva também havia negado vários pedidos de revogação de prisões temporárias.

Ele manteve a detenção do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde e diretor do Conselho Administrativo da Fiagril, Marino Franz (PSDB), e também dos produtores rurais Milton e Odair Geller, que são irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller (PMDB).

A decisão

Em sua decisão, o ministro Cândido Ribeiro considerou que os argumentos apresentados pelos advogados dos presos são sólidos diante da desnecessidade de manter a preventiva. No entanto, ele explicou que decidiu manter a medida para que seja definido um novo relator aos pedidos.

“A decisão impugnada não se expõe com clareza quais os fatos concretos levados a efeito pelos investigados para caracterização da medida cautelar. O fato é que a investigação conduzida pelo âmbito da jurisdição de Diamantino demonstra a possível ocorrência da prática de diversos delitos”, diz o despacho obtido com exclusividade pelo FolhaMax.

Cândido Ribeiro ainda cita o fato do processo ter sido remetido também ao Supremo Tribunal Federal diante da suspeita da participação de políticos com foro privielgiado no esquema. Ele ainda pediu informações ao juiz federal de Diamatino, Fábio Henrique Fiorenza, que terá um prazo de 48 horas.

CLÁUDIO MORAES
DO FOLHAMAX

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